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Sinhá d’Amora

Nascida na região do Crato (Ceará), o nome Fideralina foi uma homenagem à sua avó, mulher singular em seu tempo, reconhecida liderança política local em meados do século XIX. Fazendo parte de uma família tradicional, Sinhá foi criada em meio a nove irmãos, num ambiente acolhedor, mas que reservava às mulheres o casamento como destino. Segundo ela, foi justamente sua união com Raimundo Amora Maciel, juiz e escritor, que paradoxalmente a “salvou”. Seu marido a apoiou para que prosseguisse em seus sonhos, especialmente o de estudar. Foi ele quem a matriculou, em 1933, na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, cidade para a qual se mudaram. Na ENBA, ela foi aluna de Marques Júnior, Georgina de Albuquerque e Carlos Chambel- land. Além disso, formou-se na França, na Académie de la Grande Chaumière, e em Florença, na Accademia di Belli Arti.

Ana Paula Cavalcanti Simioni
Exposição Mulheres Artistas: nos salões e em toda parte
[Arte132 Galeria | de 04 de junho a 30 de julho de 2022]

Sem título | Óleo sobre tela | 54 x 65 cm | 1943